Quando te disse que era da terra selvagem do vento azul e das praias morenas...
Do arco-iris das mil cores do sol com fruta madura e das madrugadas serenas...
Das cubatas e musseques, das palmeiras com dendém,
das picadas com poeira, da mandioca e fuba também...
Das mangas e fruta pinha, do vermelho do café,
dos maboques e tamarindos dos Cocos, do ai u'é...
Das praças no chão estendidas com missangas de mil cores
os panos do Congo e os kimonos, os aromas, os odores...
Dos chinelos no chão quente do andar descontraido,
da cerveja ao fim de tarde com o sol adormecido...
Dos merenges e do batuque dos muquixes e dos mupungos
dos imbondeiros e das gajajas da macanha e dos maiungos.
Da cana doce e do mamão da papaia e do cajú...
Tu sorriste e sussurraste "Sou da mesma terra que tu"!
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