sábado, 13 de fevereiro de 2010


Não me toques...

Não é nada disso...
Adoro as tuas mãos

Não me compreendas mal:

É que eu sou um edifício
De mágoas da vida e penas de amor
Que empilhei desajeitadamente
Uns sobre os outros

Olha como me inclino
Neste desequilíbrio absoluto

Se me tocas...
Desmorono-me!!

(Carmen Cupido in "Corpo do Poema")

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